sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Aumentando o círculo de compaixão

"Historicamente, o homem tem expandido o alcance de seu domínio ético, à medida que a ignorância e as carências foram sendo diminuídas. Primeiro para além de sua família ou tribo, depois para além de sua religião, seu grupo racial e sua nação. Hoje em dia, incluir outras espécies no escopo dessas decisões pode parecer impensável para os conservadores e moderados. Um dia, décadas ou séculos no futuro, poderá ser nada mais que um pré-requisito do comportamento 'civilizado'."

Bezerros encarcerados, criados para obter carne de vitela, vivem sobre seus próprios excrementos.

odos os argumentos para provar a superioridade humana não conseguem desmentir esse fato: no sofrimento, os animais são iguais à nós". Para qualquer indivíduo capaz de sofrer, o grau de sofrimento, e não a espécie, é que conta.



Os animais do mundo existem por suas próprias razões. Eles não foram feitos para o uso dos humanos, da mesma forma que os negros não foram feitos para o uso dos brancos e nem as mulheres foram feitas para o uso dos homens.

Os seres humanos - que escravizam, castram, experimentam produtos químicos e cortam outros animais - têm uma compreensível tendência de fingir que os animais não sentem dor. Uma distinção clara entre humanos e "animais" é essencial para que possamos usá-los de acordo com a nossa vontade, para fazê-los trabalhar para nós, para usarmos seu couro e comermos sua carne - sem nenhum vestígio de culpa ou remorso inquietantes. Não é cabível para nós, que somos tão indiferentes a respeito dos outros animais, afirmar que somente os humanos podem sofrer. O comportamento dos outros animais expõe a ilusão desse argumento arrogante. Eles são por demais parecidos conosco.

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